Ainda assim acho que existem limites para o que essa tendência nos permita fazer em sociedade. E a mim irrita-me em particular as pessoas que, para além de serem preguiçosas, ainda quererem que outro alguém faça o que a elas não lhes apetece.
E no emprego isto é recorrente. Ao mínimo senão – entenda-se situação fora do que é rotineiro – lá vão elas pedir ajuda a alguém – entenda-se ao totó que ajuda sempre. Não há sequer um esforço para perceber qual a causa a situação ser diferente: é suposto ser mesmo assim de ora em diante, afinal enganei-me e não era mesmo isto que queria fazer ou até não funciona porque o cabo está desligado. E apesar de esta última parecer extrema, é das mais típicas.
Recentemente adoptei uma técnica que, até à data, está a funcionar maravilhosamente. A técnica consiste em, nada mais do que, sempre que alguém me pede ajuda eu pedir algo em troca. Como assim? Perguntam vocês. Nada mais do que dar algum trabalho à pessoa consoante o motivo do pedido de ajuda. Fazê-la trabalhar um pouco para que a ajuda não seja dada de graça. Porque quando o é, tipicamente essa pessoa habitua-se a isso.
E, milagrosamente, desde que faço isto mais de 90% dos casos são resolvidos por si só sem eu ter sequer de me levantar da cadeira. Para não dizer que o nº de pedidos baixou drasticamente.











