Por motivos logísticos, hoje não me será possível postar o próximo capitulo do Primo Moduli.
Desde já as minhas desculpas.
Stop the world, I wanna get out!
Há 11 meses
Aqui o diabo dentro de mim é livre para se soltar, para se revelar… sem medos… sem pudores… sem castrações. Aqui , caros leitores… aqui o diabo Quer, Pode e Manda!
Excepto no momento em que os olhares se cruzavam. Ambos percebiam a fome de cada um. Ambos desejavam saciá-la, mas nenhum deles se aventurava ou se atrevia a tal. Nenhum deles sabia exactamente o que os prendia, pois tinham a plena certeza que o que quer que houvesse ali era reciproco. Mas algo os retia.
Não trocaram qualquer palavra e Rafael conduziu o carro até ao guincho. Estacionou na escuridão em frente ao mar. Assim que desligou o motor, Sofia desapertou ambos os cintos de segurança e inclinou-se para ele.
Um menu requintado, com muito sabor e muita originalidade e um atendimento simpático e cordial é o que se pode encontrar no Alma. Nós rendemo-nos ao espaço e deixamo-nos levar no êxtase de paladares enquanto saboreávamos um Alento fresquinho na noite quente.
Disse-o como um facto que não poderia ser contestado ou alterado e isso deu-lhe uma firmeza interior que não reconhecia.
Continuaram a conversar por algum tempo sem que, ocasionalmente, Rafael conseguisse evitar olhar em redor na ânsia que os seus olhos recaíssem sobre uma figura que lhe fosse familiar. 
Parou em frente à porta do prédio. Ponderou se era a atitude correcta estar ali, ou se devia voltar para trás.
E eu, ao contrário de meio mundo, teimei que não. O Brad Pitt não era assim tão giro. Aliás, para mim rapazes giros tinham de ser morenos e olhos castanhos.
Recostou-se mais no sofá e colocou os pés entrelaçados na mesa de centro. Saboreou o whisky, fechou os olhos e pensou mais uma vez no corpo dela… nos olhos dela… na pela macia que lhe despertava o ser… no toque que o levava à loucura…
Mas o verdadeiro estímulo para o bem estar e auto-estima no topo é vestir uma roupa bem sensual e elegante, colocar um hidratante nas pernas para acentuar a cor ganha durante o dia de praia, calçar aqueles sapatos de salto bem alto que ele nos ofereceu, colocar um batom discreto nos lábios e terminarmos com um toque sóbrio do nosso perfume preferido.
Mas e agora? O que lhe restava agora? Olhou na direcção da porta aberta, da porta da casa que agora se agigantava sobre si, e sentiu-se quase sem forças. Não queria enfrentar aquilo, não era justo que o destino a obrigasse a isso.