Impressionante!!!

Hoje em dia há uma preocupação cada vez maior na imagem que apresentamos à sociedade em que nos inserimos. E regra geral, há uma preocupação com determinadas características que sabemos poder afectar as nossas relações, quer pessoais quer profissionais, no nosso dia a dia.
Usamos fato para trabalhar quando a profissão assim o exige, os homens desfazem a barba para transmitirem uma imagem de preocupação e cuidado, temos atenção em relação às mais básicas regras de educação e vivência com os que nos rodeiam e tentamos cumprir alguns requisitos que nos tornam quem somos ou quem queremos ser.

E posto isto, é-me completamente impossível compreender, ou sequer tentar, o porquê de muitas pessoas descuidaram um aspecto tremendamente importante quando nos referimos a uma convivência social: a Higiene.

Não consigo aceitar que uma pessoa use um fato e uma gravata, que use gel no cabelo e óculos caríssimos e que tresande por todos os poros a suor. E eu até aceito que há quem realmente padeça de um problema grave relativamente a este assunto, mas por norma quer-me parecer a mim que há mais de desleixo e descuido do que de doença propriamente dita.

E pior do que tudo isso é ainda ter a lata de se sentarem ao nosso lado com os braços elevados por trás da cabeça. É que não há quem resista ao fedor. Xiça!!

Primo Moduli - Capitulo 15

(continuação daqui)

Depois de uma quase longa viagem, Jorge parou o carro. Não tinha seguido para o hotel. Estavam no meio de nenhures, não se avistavam casas ou edifícios de qualquer género.

Isabel sentia-se tremer por dentro como se estivesse prestes a cometer uma loucura. E que pensamento ridículo esse. Estava com o seu marido afinal de contas. Ou estaria na verdade com alguém que não conhecia de todo?

Jorge mantinha as mãos no volante e olhava para o vazio da escuridão enquanto respirava profunda e pausadamente.
- Jorge… - chamou-o num murmúrio
Ele voltou a cabeça lentamente em direcção a si. Na escuridão quase não lhe conseguia perceber a expressão, mas sentia a intensidade do seu olhar.

Sem dizer nada abriu a porta do carro e saiu.
Isabel hesitou. Teria Jorge mudado de ideias? Teria ela julgado perceber nele sentimentos que existiam apenas nas suas divagações?

Abriu a porta e saiu disposta a confrontá-lo. Não, não iria confrontá-lo. Iria lutar com todas as armas que tinha para o reconquistar. Afinal, se ele estava ali com ela depois de tudo o que se passara certamente ainda havia esperança. Por mais ínfima que fosse.
Deu a volta ao carro e aproximou-se dele, mas antes que pudesse dizer fosse o que fosse, Jorge agarrou-lhe o braço e puxou-a para si.

Pela primeira vez Isabel sentiu paixão num beijo de Jorge e isso apenas fez com que sentisse o desejo incendiar o seu corpo. Respondeu-lhe na mesma medida. Sem amarras, sem obrigações, sem preocupações com o que quer que fosse a não ser eles dois.
O beijo dele intensificou-se e sentia-lhe as mãos deslizarem pelo seu corpo como se fosse a primeira vez que a tocava… sentia-se tal como a música de Madona… ‘touched for the very first time’.
Sem se aperceber soltou uma risadinha. Jorge parou os beijos e olhou-a de forma intrigada. Mas não lhe perguntou nada. Limitou-se a partilhar do riso dela enquanto lhe mordiscava os lábios, o pescoço, os ombros…

Isabel gemia de prazer ante uma descoberta completamente estranha mas bem vinda e, à medida que os seus gemidos aumentavam, a intensidade dos beijos e toques de Jorge também.
Apercebia-se agora que nunca se tinha realmente entregado a ele. Apercebia-se que ele nunca tinha realmente querido levá-la ao êxtase.
Mas queria fazê-lo agora, ambos queriam, e isso fazia-a sentir uma excitação para lá de mensurável.

Ele deslizou uma das mãos por dentro das coxas dela ao mesmo tempo que, com a outra, lhe acariciava um seio e lhe mordiscava a orelha.
E a vergonha, essa, abandonou-se no preciso instante que o corpo lhe pedia mais… mais perto… mais forte… mais dele…

- Jorge, não aguento mais… - disse-lhe ofegante
E ele cedeu aos desejos dela, levando-a num clímax de sensações que Isabel julgou estilhaçar-lhe todo o seu ser.
Lentamente recuperou um pouco do fôlego. Abriu os olhos e viu Jorge com uma expressão de puro desejo no olhar.

- Ainda agora começámos – disse-lhe…

(Continua... Aqui)


(Uma parceria by Louise & Ulisses)

*Pic by deviantart

Saudades

Lembro-me da sensação do dia em que coloquei os pés pela primeira vez na universidade. Foi uma sensação de completa vitória.
Sim, ainda havia todo um percurso para percorrer, mas eu sabia que se havia chegado ali, forças e vontade não me faltariam para terminar o caminho.

Deixei-me praxar porque fazia parte do ritual. Era caloria, tinha orgulho nisso e queria que o mundo inteiro – e aqui o egocentrismo falou mais alto – assistisse a isso.
Pintaram-me a cara de tal forma e com uma tinta tal que, uma vez que tinha sido pintada estando eu a rir-me, assim que secou era-me literalmente impossível mudar a expressão. E lá fui eu, metro fora, com uma cara de parva mas de completa felicidade.

E é por isso que, ainda hoje, quando vejo os mais novos pintados sorrio-lhes sempre. Porque imagino o género de sensações que estarão a sentir por dentro. Porque me faz sentir saudades. Porque sei que para muitos é de facto uma vitória estarem a ser assim pintados.


Pic retirada daqui

"A sério?!?"

É curioso observar como um boato se espalha de forma, aparentemente, inócua mas que em menos de nada se pode revelar algo completamente assustador.
Alguém decide dizer algo na brincadeira – talvez porque nas suas pequenas cabecitas acreditem que isto funciona na linha inversa da teoria dos sonhos – e por muito que tentemos desmentir a outra parte decide, na sua grande magnificência, que estamos apenas a querer ocultar o óbvio.
E pronto, não é preciso mais nada. Comenta-se aqui e ali, inicialmente com um “ela diz que não mas eu acho mesmo que sim” que rapidamente passa a um “com toda a certeza”, e aquilo que poderia ser converte-se num ‘é’ factual e constatado – mesmo que sem provas ou constatações concretas.

E no meio de todo este processo aparentemente inofensivo alguém se esquece que, não raras vezes, o alvo dos boatos é alguém que sofre com isso.
Quer porque o que é não o é, quer porque gostaríamos que na realidade fosse.

O encanto mesmo ao lado.

Porque não fazer dos fins-de-semana umas miniférias?
Isso é algo que eu faço muitas vezes e, se por vezes opto por fazer um pouco de praia, outras vezes há em que opto por visitar monumentos históricos ou vilas/cidades pitorescas.


Este fim-de-semana a eleição foi para Sintra e o Palácio da Pena. E, apesar de já o conhecer de quando era mais miúda, confesso que voltei a ficar maravilhada com o encanto, romantismo e beleza deste Palácio. Desde a zona circundante de jardins e florestação misteriosa, às divisões simplesmente sublimes como os aposentos ou as salas de leitura, tudo me deixou com vontade de regressar brevemente.

E claro, depois da caminhada extensiva, só poderia terminar este passeio no centro da vila a lanchar as maravilhosas queijadas e os quentinhos travesseiros que se derretiam na boca.

Um programa que ajudou, sem qualquer dúvida, a relaxar da semana de trabalho e que permitiu inspirar ar puro e revitalizar os sentidos.

Cada pedacinho - para Fábrica de Letras

Nos teus traços belos e delicados, nas curvas ondulantes e cativantes do teu rosto eu me perco em fantasias já longínquas. Já sinto a tua falta e ainda não partiste. Mas sei que o farás num futuro não distante…


Recordo como, à noite no escuro, te confundia com ela. Talvez porque, afinal de contas, ela também é parte de ti. E, tal como ela, ensinaste-me a crescer, ensinaste-me muitas coisas que nunca esqueci e que, de alguma forma, se enraizaram no mais profundo do meu ser.

Recordo com carinho e um nó na garganta como trazias sempre a bata e o cabelo salpicados de farinha, como talhavas a couve de forma suave e perfeita sentada no vão da escada. Recordo o cheiro a pão que trazias sempre contigo e as pombinhas que nunca te esquecias de me fazer.

Acima de tudo recordo-te a ti.

E hoje, cada uma das tuas linhas vincadas, são tão somente cada pedacinho dos momentos que partilhaste comigo e do enorme amor que sinto por ti. E sei que um dia, muito depois de partires, serei eu a possuir cada um desses pedacinhos.

Ainda não partiste e já sinto a tua falta. Mas quando partires sentir-te-ei sempre junto a mim.

Para Fábrica de Letras




Descanso ou Memórias?

A grande questão é: O que mais gosto nas férias?

Claro está que a resposta mais óbvia seria, certamente, o descanso. Porém devo dizer que esse não é o ponto primordial na minha lista de favoritismos no que às férias diz respeito.
Aquilo que realmente me agrada nas férias – ou miniférias – é a oportunidade de criar recordações. Nem mais nem menos.
Recordações dos lugares em que estive, sejam eles a casa da minha avó já tão velhinha, aquela pousada histórica lindíssima ou aquela pastelaria fabulosa onde comemos aqueles croissants folhados que dificilmente esqueceremos. Recordações daquilo que fiz, daquilo que comi e de tudo aquilo que vivi.
Mas acima de tudo, as que realmente prezo, são as recordações dos laços que estabeleci ou fortaleci com as pessoas que me rodeiam.
Os momentos românticos e de paixão com ele, os momentos de carinho com a família, os momentos de riso com os amigos…

Porque no final de contas são esses momentos que fazem da nossa vida aquilo que ela é, são esses momentos que nos definem e à nossa felicidade. São esses mesmos momentos que nos dão ânimo e alento quando não temos essas pessoas por perto.

E é por isso que, para mim, aquilo que mais gosto nas férias são as memórias que guardo delas.

Encontros Casuais - Part XI



Inspeccionou os bilhetes que tinha na mão. Não se recordava da ultima vez que tinha comprado bilhetes para assistir a um concerto em companhia feminina. Provavelmente ainda nos tempos de universidade, antes de Raquel.
Não sabia porque se estava a deixar levar na rede de sedução de uma mulher. Mas sabia que não queria resistir a isso. Queria estar com Sofia e, por agora, não queria pensar em porquês ou para quês.

Não demorou muito a reconhecer-lhe a silhueta quando ela entrou no restaurante. Tinha marcado este jantar com ela e resolvera surpreendê-la com os bilhetes. Ela aproximou-se, cumprimentou-o com um beijo que soube a pouco e sentou-se em frente a ele.
- Desculpa o atraso, mas o chefe apanhou-me mesmo quando estava a sair. – disse-lhe enquanto pousava a mala na cadeira do lado.
- Acho que vais ter de te redimir.
Sofia inclinou-se ligeiramente sobre a mesa e piscou-lhe o olho – Acho que o prazer será todo meu!
Rafael aproximou-se dela e abanou os bilhetes na mão – Pois, mas antes disso estava a pensar em irmos ver os Muse…
Sofia tirou-lhe os bilhetes da mão e inspeccionou-os. Ele aguardou a reacção dela. Esperava mesmo que ela gostasse da banda.
- Como conseguiste comprá-los? – ela olhava para os bilhetes de forma quase descrente – Há semanas que estão esgotados.
- Sabes que tenho os meus conhecimentos. Mas isso quer dizer que vais comigo?
Ela olhou-o nos olhos com um sorriso deveras provocador – Quer dizer que, a menos que a outra opção seja a tua cama, nada me vai impedir de ir.
- Bem, a cama vai continuar lá depois do concerto…

O jantar seguiu-se com gargalhadas e Rafael deu por si a constatar que não se sentia tão leve e descontraído há meses. Começava a compreender o porquê de se estar a deixar envolver com ela. Havia nela algo de misterioso, mas isso era somente parte daquilo que o atraía.

Sofia pedira um strudel de maçã para sobremesa e Rafael ficara-se pelo café. Pediu a conta, pagou e seguiram juntos para o seu apartamento.
No carro ela provocava-o com caricias e beijos demorados. Pisou o acelerador mais fundo na ânsia de encurtar a distância.

Estacionou o carro na garagem o mais rápido que conseguiu e entraram no elevador colados um ao outro. Assim que chegaram ao piso de Rafael, Sofia meteu a chave na fechadura enquanto Rafael a desconcertava colando-se a si e brincando com o seu pescoço. Provocava-lhe cócegas e ela ria enquanto lutava com a chave.
Entraram aos tropeções pelo corredor e, em apenas alguns segundos, Rafael percebeu que algo não estava bem.
Havia mais alguém dentro da sua casa.

Já não era sem tempo

… dizem vocês e dizem muito bem.


Mas é que as férias estavam tão boas... mas como tudo o que é bom acaba depressa, as minhas voaram à velocidade da luz.


Agora resta-me encarar a realidade do regresso ao trabalho com 1001 coisas a tratar. Prevê-se portanto um regresso bastante atribulado e ocupado.

Quase de volta...


... but not quite yet...
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