Quem olha para mim julga que me mato à fome ou que sou daqueles seres que têm aversão à comida. Que não toco em doces, chocolates ou massas cheias de natas. Magrita portanto.
E o que é facto é que tenho algum cuidado com aquilo que como, porque acredito que a saúde passa 90% por aquilo que colocamos dentro de nós.Agora, o que muitos nem sequer imaginam, é que eu passo, literalmente, o dia a pensar em comida. E pior do que isso: se passa muito da hora da minha refeição converto-me numa criancinha irritante e fico mesmo birrenta.
Mal acordo só penso no pequeno almoço: torradas, cereais ou sandes cheia de queijo??? No período da manhã, a cada 15 minutos, estou a ponderar as diversas alternativas para a refeição, e com o aproximar do meio dia já salivo e quase lhe sinto o cheiro. Mal termino o almoço e já estou com ela fisgada para o que será o meu lanchinho.
Assim que saio do trabalho toda a minha concentração passa para a fase seguinte: o jantar. Peixe? Carne? Rápido ou Elaborado? Tudo o resto desliga e o importante é a comidinha que aí virá.
E claro, o último pensamento que tenho assim que a cabeça encontra a almofada é algo como “quanto mais depressa adormecer, mais depressa chega o pequeno almoço’.
Como é óbvio, as refeições são verdadeiras sinfonias para o meu paladar. Aquele pastel de nata quentinho que se derreta na boca, aquela massa cremosa que me leva à loucura ou o simples arroz comido directamente da panela no final da refeição que se revela verdadeiramente orgásmico.
E se isto, por si só, já é chato, em determinadas alturas da vida chega a ser completamente ridículo.
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