5 Sentidos

Quem olha para mim julga que me mato à fome ou que sou daqueles seres que têm aversão à comida. Que não toco em doces, chocolates ou massas cheias de natas. Magrita portanto.

E o que é facto é que tenho algum cuidado com aquilo que como, porque acredito que a saúde passa 90% por aquilo que colocamos dentro de nós.

Agora, o que muitos nem sequer imaginam, é que eu passo, literalmente, o dia a pensar em comida.  E pior do que isso: se passa muito da hora da minha refeição converto-me numa criancinha irritante e fico mesmo birrenta.

Mal acordo só penso no pequeno almoço: torradas, cereais ou sandes cheia de queijo??? No período da manhã, a cada 15 minutos, estou a ponderar as diversas alternativas para a refeição, e com o aproximar do meio dia já salivo e quase lhe sinto o cheiro. Mal termino o almoço e já estou com ela fisgada para o que será o meu lanchinho.
Assim que saio do trabalho toda a minha concentração passa para a fase seguinte: o jantar. Peixe? Carne? Rápido ou Elaborado? Tudo o resto desliga e o importante é a comidinha que aí virá.
E claro, o último pensamento que tenho assim que a cabeça encontra a almofada é algo como “quanto mais depressa adormecer, mais depressa chega o pequeno almoço’.

Como é óbvio, as refeições são verdadeiras sinfonias para o meu paladar. Aquele pastel de nata quentinho que se derreta na boca, aquela massa cremosa que me leva à loucura ou o simples arroz comido directamente da panela no final da refeição que se revela verdadeiramente orgásmico.

E se isto, por si só, já é chato, em determinadas alturas da vida chega a ser completamente ridículo.

*Pic by Deviantart

5 Sentidos


Sei que não é só comigo que isto acontece, mas eu tenho uma tendência a associar cheiros a momentos/pessoas/situações.

E é engraçado como por vezes, do nada, um determinado cheiro me faz despertar de imediato recordações e sensações boas. Curiosamente, penso, apenas retenho os cheiros que associo a coisas boas ou a pessoas de quem me quero recordar.

O cheiro da farinha e do pão quente traz-me recordações da minha infância e da minha avó. O cheiro a laranja enuncia-me claramente a minha mãe e o cheiro a tabaco o meu pai. O cheiro a sabão azul e branco lembra-me as águas cristalinas onde a minha tia lavava a roupa.

O perfume Aqua de Gio leva-me aos tempos de universidade e o cheiro a mofo faz-me sentir bem, apesar de não perceber muito bem porquê. Curioso não é?!

O sentido do olfacto, tantas vezes menosprezado por nós, é realmente fascinante. 

E deveras surpreendente nas diversas fases da nossa vida. 

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Estado de Espirito

*Pic by Deviantart

Desabafo


Mas faz algum sentido?

Promove-se a alimentação saudável e a restrição do consumo de açucares e etc., e depois vai uma pessoa ao super comprar iogurtes naturais e depara-se com uma variedade infindável – que até poderiam ser promissores - do ‘Natural Açucarado’.
Ora ‘ca porra’ ãh?!?!
Então quer-se dizer, quem não gosta dos iogurtes açucarados que se lixe, não é? Mas não era tão melhor a pessoa adicionar açúcar em casa se assim o entendesse?

Antigamente existiam os cremosos naturais da Danone (nuns recipientes cor-de-rosa) que eram deliciosos. Pois, não só acabaram com aquilo, como agora têm os gregos que deveriam ser igualmente bons, mas apenas em versão ‘doce mais doce não há’. E aquela me*** tem quase 200 calorias por unidade… mas estão bons da cabeça estes tipos?!

Bahhhh…. Danem-se todos, seus  monopolistas dos iogurtes naturais!!

P.S. Espero bem que não se lembrem de acabar com os Vrai Biológicos…

Cheira-me a chuva - para Fábrica de Letras


Cheira-me a chuva… a doce… a amargo.
Cheira-me a ti.

Cheira-me ao aconchego do teu corpo, nas noites cálidas do outono, quando me tomas e me assomas.
Cheira-me ao fumo inebriante da lareira que me faz esquecer o mundo lá fora enquanto te apoderas de mim…

Cheira-me ao bafo da tua respiração intensa nos meus ombros, nos meus seios… no lugar remoto do meu ser…
Cheira-me à tua loucura e devaneio enquanto navegas… danças… usurpas… explodes... e me fazes explodir…

Cheira-me ao chá quente e aos cobertores com que nos tapamos no depois.
Cheira-me ao suor do teu corpo que se cola a mim e me faz esquecer o frio e a escuridão que prolifera na noite.

Cheira-me ao amargo da almofada… cheira-me ao doce da tua pele.
Cheira-me a tanto e a tão pouco… inspiro fundo mais uma vez…

Cheira-me a chuva…

Para Fábrica de Letras





*Pic by Deviantart

Estado de espirito

Preto & Branco

As rotas que seguimos, as decisões que tomamos são sempre o resultado de uma panóplia de circunstâncias da nossa vida. Circunstâncias essas que dependem directamente das circunstâncias da vida de outrem, da vida dos que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos directa ou indirectamente.

A vida não tem duas cores. Ao longo das curvas do nosso percurso pode parecer-nos que a cor predominante é o preto, outras vezes será o branco, mas na grande maioria do caminho deparamo-nos com a gama do arco-íris. Somos presenteados com cores fortes e quentes, com cores suaves ou frias, e em alguns momentos poderemos mesmo não saber exactamente qual a cor que nos assola os dias. Podemos tentar agarrar as cores de forma obstinada, podemos só olhar para o que é preto e branco e ignorar tudo o resto. Ou podemos misturar um rosa ao que é preto e obter uma cor um pouco mais bonita.

Afinal de contas, se a vida fosse apenas a Preto & Branco nunca teríamos surpresas da cor que está para chegar, e nada teria a mesma emoção.

Para cabra... Diaba!


As mulheres, por vezes, são umas verdadeiras cabras.
Atenção que não estou a fazer uma generalização, mas acredito que quando querem as mulheres sabem fazer qualquer outra pessoa à sua volta sentir-se mal.  Claro que há mulheres que querem mais vezes do que outras.
E algumas querem sê-lo todos os dias, todos os minutos, todos os segundos… com determinados alvos.

Claro está que, quando o diabo dentro de mim se chateia a sério, consegue ser pior que uma cabra.

Razão ou Frustração


Eu até percebo que, ao final do dia de trabalho, o pessoal se sinta frustrado e queira descarregar as frustrações do dia, quiçá da vida inteira, em quem com eles partilha a estrada – ao contrário da crença dessas pessoas de que a estrada é apenas e exclusivamente sua e que mais ninguém a deveria utilizar.
Agora logo pela manhã eu não consigo compreender.

Logo cedinho, em que ainda nem sequer deu tempo para acordar devidamente e consequentemente a capacidade de raciocínio está a meio gás, a malta devia estar mais calma, mais relaxada.  

Não deviam estar predispostos a chatear o resto do pessoal que também tem de circular pelas estradas fora. Não deviam fazer asneira e ainda reclamarem e oferecerem porrada quando chamados à atenção. Sim, porque muitas vezes uma buzinadela – para quem possa não saber – significa apenas um aviso, um alerta para uma eventual distracção. É que muitas vezes a buzina é a única forma de avisarmos os outros condutores da nossa presença ou de que algo está mal.

E a mim chega-me perfeitamente um gesto em sinal de “desculpe, estava distraído(a)” e a coisa fica por ali.

Mas não! Claro que não. É obrigatório espavorir, reclamar e até ofender. E admitir que nos distraímos?! Isso é que nem pensar. Nós estamos sempre correctos e os outros errados.

E porquê? Porque somos uns frustrados de merda que temos de descarregar o nosso péssimo humor em alguém e dar asas ao nosso Id e aos nossos desejos de sermos uns perfeitos cretinos.

Eu por mim falo.

*Pic by deviantart

Estado de Espirito

*Pic by Deaviantart
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