Quando as barreiras caem

Tentamos criar barreiras, tentamos ser imunes, tentamos ignorar.
Mas nem sempre conseguimos ser isentos a sentir.

É inevitável que nos sintamos afectados por determinados eventos que nos rodeiam, que nos sintamos afectados ante determinadas atitudes de pessoas que, apesar de até esperarmos não mais que isso, nos fazem sentir incomodados continuamente. Seja por aquilo que fazem ou dizem, seja pelo que fica por fazer ou dizer.

E é uma constante batalha a que travamos para podermos elevar-nos acima de tudo isso. É a luta para criar barreiras, ser imune e ignorar as desfeitas dos demais.
Mas dias há em que tudo é abalado e a vulnerabilidade assume o controlo sobre nós. Deixamo-nos ir pela espiral de sentimentos menos nobres e cedemos às divagações intransigentes do nosso pensamento. E por breves momentos cedemos à tentação de deixarmos de ser quem somos para passarmos a ser alguém que não queremos reconhecer.

Resta-nos pois, esperar que as barreiras se ergam novamente protegendo-nos de todo esse mundo alheio à nossa própria consternação.

13 Diabruras:

Vera, a Loira disse...

Compreendo perfeitamente, eu também me deixo afectar tantas e tantas vezes.

Roxanne disse...

eu devo ser uma azelha de primeira... as minhas barreiras acabam sempre no chão... e lá vou eu reconstruir!

Ulisses disse...

Eu, por acaso, não gosto de ter essas barreiras erguidas. Gosto de me confrontar com tudo.
Dá-me uma visão...
...ironica, talves (?)...
...do mundo que me rodeia.
E não, as falhas dos outros não me confundem nem me irritam...
...são só o que são! LOL

:)

anf disse...

O meu problema e não saber construir barreiras, por isso estou sempre muito vulnerável,
aprender a lidar com isso é o melhor remédio, não?
bjo

Louise disse...

Vera, por muito que tentemos parecer de pedra... no final somos todos seres humanos.

Roxanne, não se trata de ser azelha mas sim de ser crente ... nos outros.

Louise disse...

Ulisses, invejo-te essa capacidade porque parece-me que, à tua própria maneira, tens uma barreira quiçá mais forte ainda.

anf, sim aprender a lidar com isso, seja de que forma for,é efectivamente o melhor.

Waldorfa disse...

O pior é quando elevamos tanto essas barreiras, que quando por uma vez as queremos baixar não conseguimos, mas é o preço a pagar suponho!

Louise disse...

Waldorfa, sim... isso também é bem verdade!

Louise disse...

Matilda, para a próxima já sabes: os comentários são sempre por cima do post a que dizem respeito ;)

Osga disse...

Por isso é que digo, a resistência aos acontecimentos leva-me à frustração.

Martini Bianco disse...

Só existem duas tomadas de posição face a essas pessoas. A primeira é a politicamente correcta: Ignorar para não baixar de nível, embora exista um problema nesta opção - a proliferação do virus a outras pessoas, o que nos deixa em posição incómoda. A segunda é partir a loiça, ser frontal e baixar ao nível dessa pessoa, por mais que não seja essa a nossa natureza. Não existe um antídoto certo, mas lendo o que escreveste, revejo-me numa conflituosa situação do passado, em que usei a 1a opção, embora tivesse me apetecido usar a 2a até às últimas consequências, mas passada a tempestade e hoje olhando para trás, acho que tomei a atitude certa. Agora tudo depende do grau de intensidade das situações e tendo em conta a tua escrita creio que também és mais pela a 1a via..

Matilda disse...

Louise,

Nem me digas nada... acho que vou passar apenas a ler sem comentar. Isto de comentar é uma tarefa muito complicada para mim lol

Louise disse...

Não, não , não... Matilda!
Os comentários são bastante importantes, pelo menos para mim :)
E não tem mal nenhum enganares-te, eu percebo o que queres comentar ;)

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Agradeço desde já tudo* aquilo que o diabo dentro de ti possa ter para dizer...

*excepto tudo aquilo que o diabo dentro de mim não concordar

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